Plenitude do Tempo
Na véspera de Natal, Gálatas 4.4–5 nos convida a contemplar o sentido mais profundo desta data: “vindo a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho”. O Natal não é apenas uma lembrança afetiva ou uma tradição cultural; é a declaração de que Deus entrou na história no tempo exato, segundo Sua perfeita vontade. Em meio às expectativas humanas, às ansiedades do fim de ano e às esperas prolongadas da vida, este texto nos lembra que Deus nunca se atrasa. Aquilo que parecia demorado aos olhos humanos revelou-se o momento certo do céu. O nascimento de Jesus afirma que a história está sob o controle de Deus, inclusive a nossa própria história.
Ao dizer que o Filho nasceu de mulher e sob a lei, Paulo nos conduz ao coração da encarnação. Na manjedoura, não está apenas um bebê frágil, mas o Filho eterno que escolheu compartilhar plenamente a condição humana. Ele entrou no nosso mundo, assumiu nossas limitações e se colocou debaixo da Lei para cumprir aquilo que jamais conseguiríamos cumprir. Na véspera de Natal, somos lembrados de que Deus não nos salvou à distância; Ele se aproximou, caminhou entre nós e viveu em perfeita obediência para nos resgatar da culpa, do medo e da escravidão do pecado.
Por fim, o texto nos revela o objetivo maior do Natal: “a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. O nascimento de Cristo não visa apenas mudar circunstâncias, mas transformar identidades. Celebrar o Natal é lembrar que não somos apenas pessoas perdoadas, mas filhos acolhidos pelo Pai. Na noite que antecede o Natal, este é um convite à gratidão e ao descanso do coração: em Cristo, temos um lugar na família de Deus. A manjedoura aponta para a cruz, e a cruz nos conduz de volta ao Pai, não como estranhos, mas como filhos amados.
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