Uma Cidade Perfeita para um Povo Redimido
Em Apocalipse 21.16, ao descrever a Nova Jerusalém, João afirma que a cidade é quadrangular, com comprimento, largura e altura iguais. Essa imagem não é meramente arquitetônica; ela carrega um simbolismo profundo. No Antigo Testamento, o Santo dos Santos — o lugar da habitação manifesta de Deus — tinha formato cúbico (1Rs 6.20). Ao revelar uma cidade inteira com essa mesma simetria perfeita, a visão aponta para a consumação da história redentiva: aquilo que antes era restrito a um espaço sagrado agora se torna a realidade total da eternidade. A presença de Deus não estará limitada a um compartimento, mas envolverá completamente o seu povo.
Para a vida cristã, essa verdade nos chama a viver hoje com perspectiva eterna. Se o destino final da Igreja é habitar na plenitude da presença divina, então nossa jornada presente deve refletir santidade, esperança e perseverança. A simetria da cidade aponta para ordem, perfeição e estabilidade — características do próprio Deus — e nos lembra que nada na história caminha ao acaso. Em meio às instabilidades deste século, o crente descansa na promessa de que há uma cidade preparada, perfeita e definitiva. Assim, vivemos não apenas aguardando o céu, mas moldando nosso caráter à luz da eternidade que nos espera.
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